terça-feira, julho 05, 2011

Deixa-me

E lentamente as linhas e entrelinhas 
Dessa folha em branco vão se preenchendo
Em palavras e sentimentos
Planos e atitudes
Que não se descrevem.


As janelas estão suadas
Está frio lá fora
Aqui dentro não é muito diferente
Gostaria de ter-te comigo, embaixo dos lençóis
No meio das minhas pernas
Fazendo das calças, algo desnecessário
Os casacos que fiquem nos armários
E minha calcinha jogada pelo chão.


Deixa-me sentir-te aqui, dentro de mim
Tuas mãos que me seguram firme
Enquanto meus cabelos grudam no seu suor.


Deixa-me sentir teu corpo
Na mesma frequência do meu
No mesmo ritmo
No mesmo balanço da dança
Que nos conduz ao nosso paraíso particular
Ao nosso céu vermelho.


Vermelho real, da cor do batom
Dos meus lábios a te deixar marcas pelo corpo
Vermelho do amor, do sabor, do calor que sentimos
Vermelho da cor do sangue que te escorre pelas costas
Quando minhas unhas não consigo controlar
E retalho-te em um ato de instinto...Natural...(sobre)natural.


Me encontro na tua boa
Sedenta por um beijo meu
Ávida por encontrar a minha língua
E nos embolarmos, nessa troca de desejos explícitos.


Me perco no teu olhar
Perdido n'outro canto do universo
Ainda assim, não disperso
Tentando se segurar um pouco mais
Enquanto cada átomo do seu corpo clama por mim


Apenas entregue-se enfim.


(Misunderstood)


•Ouvindo Agora: I Could Have Lied - Red Hot Chili Peppers

4 comentários:

@iamvictor_ disse...

muito intenso

refugiodiario disse...

Achei lindo!
Sensual, descritivo.. lindo!

Aline Diedrich disse...

Maravilhosa poesia!

Francorebel disse...

Vermelho real, da cor do batom
Dos meus lábios a te deixar marcas pelo corpo
Vermelho do amor, do sabor, do calor que sentimos
Vermelho da cor do sangue que te escorre pelas costas
Quando minhas unhas não consigo controlar
E retalho-te em um ato de instinto...Natural...(sobre)natural.



Bom demais isso.

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