terça-feira, janeiro 11, 2011

Contradição


A luz e a adoração
A bondade e a ingratidão
O apartamento aceso no final do quarteirão.

A chuva e o sol
A maldade nos olhos doces de quem se curva à escuridão.

O pecado e a pecadora
Fazendo do profano
Algo mais sagrado que o próprio céu
Beije mais uma vez meus lábios
Tire meu véu.

A contradição do imperfeito
Por defeitos normais
De pessoas que vivem de ilusões
E colhem sonhos no campo de centeio.

O doce e o amargo
O bom e o ruim
Destile, desague, o oceano do teu corpo em mim.

 A perdição dos caminhos corretos
Por vias de mão-dupla erradas
O gosto do veneno pode ser a minha cura
Ou pode ser que não me leve a nada.

Não há garantia para o perigo
Você faz porque gosta
Aliás, há muitas e muitas coisas na vida
Que não tem resposta.

Muitos estiveram aqui antes
Aqui onde estou
Não quero recobrar meu juízo
Apenas quero ser quem eu sou.

Sem destino
Apenas esperando a chuva passar
Depois da tempestade vem a bonança
Isso é sempre bom lembrar.

Buscando um caminho
Por meios inusitados
Os meus fins justificam meus meios
Meus amores justificam meus pecados.

(M!sunderstood)

•Ouvindo agora: Labios Compartidos - Maná

3 comentários:

Postado por : King Maggot disse...

hum..

gostei ;) boa sorte comm o blog

Blog: http://nofinalsomosmarionetes.blogspot.com/

LADY D. A. disse...

Um texto impulsivo, mas nao se parece comigo

Lucas Adonai disse...

Nossa , um texto intenso!
Muito bom!!!

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